RADAR · Edição #01 — Petrobras, Braskem e PRIO no 1T26
- joaovictorrme
- há 3 dias
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Quinzena de balanços operacionais sólidos no 1T26: Petrobras, PRIO e Eneva entregaram avanços expressivos. A Braskem completou transição de controle com a entrada da IG4 e nova diretoria. Novos contratos térmicos, blocos exploratórios e movimentos no gás natural recompõem o horizonte técnico do setor.

Petrobras lucra R$ 32,7 bi no 1T26 com expansão da produção pré-sal
Óleo & Gás
A Petrobras reportou lucro líquido de R$ 32,7 bilhões no 1T26 (com Brent médio em US$ 80,61/barril) e anunciou R$ 9,03 bi em dividendos. A produção do pré-sal cresceu 3,5% com a entrada dos FPSOs P-78 (Búzios) e Alexandre de Gusmão (Mero), ambos com 180 mil bpd. O FPSO P-79 começou a produzir em 1º de maio. Fator de utilização do refino atingiu 97,4% em março, maior nível mensal desde dezembro de 2014.
Implicações para segurança: A entrada simultânea de três FPSOs em ramp-up concentra cronogramas de comissionamento de sistemas críticos no segundo semestre. Cenários como este — com múltiplas partidas em sequência — demandam disciplina rigorosa em HAZOP de pré-startup, validação de SIS e revisão de procedimentos operacionais. Em refino operando em alto patamar de utilização, a prática de revisão periódica de cenários de processo e LOPA tende a se intensificar como diretriz de continuidade operacional.
IG4 assume controle da Braskem; Helcio Tokeshi é o novo CEO
Petroquímica
A IG4 concluiu em maio de 2026 a aquisição de aproximadamente 50,11% do capital votante da Braskem. Helcio Tokeshi, sócio da IG4 e ex-secretário da Fazenda de São Paulo, foi anunciado como novo CEO da companhia. Carlos Brandão, executivo com trajetória consolidada em finanças corporativas, assume como CFO. O CEO da Petrobras deve presidir o conselho da companhia em meio à transição.
Implicações para segurança: Transições de controle em complexos petroquímicos do porte da Braskem tipicamente abrem ciclos de revisão das políticas de SMS herdadas — PSM, gestão de mudanças, análise de incidentes — e de auditoria das barreiras de segurança nos polos. É também o momento clássico para fortalecimento da documentação técnica que sustenta os programas de manutenção centrada em confiabilidade (RCM) e os estudos QRA, garantindo continuidade do programa de integridade através da transição administrativa.
Fonte: InvestNews — maio/2026
PRIO atinge produção recorde de 155 mil bpd no 1T26 com lucro de US$ 460 mi
Óleo & Gás
A PRIO reportou lucro líquido de US$ 460 milhões no 1T26, alta de 33% sobre o 1T25, e EBITDA ajustado de US$ 852 milhões (+91%). A produção média atingiu 155,4 mil barris/dia, alta de 42% na comparação anual, impulsionada pela entrada do campo de Wahoo em 18 de março — três dos quatro poços já estão conectados. Albacora Leste apresentou eficiência operacional de 95,4%, e o lifting cost recuou para US$ 9,4/barril, menor nível desde 2024.
Implicações para segurança: Campos em ramp-up como Wahoo apresentam curva de aprendizado operacional que se estende além da primeira produção, demandando análise contínua de integridade de risers, validação de sistemas de detecção (fire & gas) e revisão de procedimentos de startup. Em ativos maduros operando em alto patamar de eficiência, como Albacora Leste, técnicas como inspeção baseada em risco (RBI) e estudos de remaining useful life (RUL) costumam ditar o ciclo seguinte de planejamento de investimento em integridade.
Fonte: InfoMoney — 06/05/2026

• 12/05 — ANP / OPC: edital com 45 novos blocos exploratórios (26 em Campos mar, 11 em Santos mar, 8 em Potiguar terra). Total do edital chega a 495 blocos. Cada novo bloco arrematado abre frente de QRA pré-perfuração e análise de barreiras em arranjos exploratórios. • 13/05 — Eneva: lucro de R$ 522 mi no 1T26 (+36%), EBITDA recorde de R$ 1,69 bi. Contratou 5,06 GW no LRCAP 2026. Mais térmicas a gás natural em construção significa mais SIS críticos a validar nos próximos 24 meses. • 31/05 — MP 1.349/2026: vence MP de subsídio a combustíveis (R$ 0,80/litro diesel produzido, R$ 1,20/litro diesel importado). Possível prorrogação por 60 dias. Senacon mantém fiscalização sobre margens das distribuidoras. • 01/08 — Gás Natural: próximo reajuste trimestral pode chegar a 40% (Abegás). Petrobras estuda parcelamento e estabelecimento de pisos/tetos. Pressão sobre margens em indústria gás-intensiva abre janela para revisão de HAZOP em ativos com cenários defasados. • Contínuo — Siderurgia: Gerdau (R$ 1 bi, +33% YoY, divulgado 27/04) e Usiminas (R$ 896 mi, +166% YoY, divulgado 24/04) em ciclo positivo no 1T26, com antidumping no horizonte. Janela aberta para capex de modernização e integridade em aciarias e laminadores — terreno fértil para RBI e análise de criticidade.
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